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16/11/2016

Aprenda como controlar as suas finanças neste fim de ano

2016 tem sido um ano difícil para o bolso dos brasileiros. O aumento dos preços de produtos e serviços, somado a falta de educação financeira, levou muitos ao endividamento – que já atinge 57,7% da população, segundo Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor). Para controlar as finanças nesse fim de ano, é preciso evitar compras por impulso e fazer um planejamento de gastos.
O presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), Reinaldo Domingos, preparou orientações aos brasileiros que querem passar longe da onda de endividamento, conseguindo quitar dívidas, presentear, curtir as festas e férias sem comprometer os recursos para as despesas típicas do início do ano – IPVA, IPTU, matrícula e material escolar - e ainda poupar.
Para não extrapolar as despesas de fim de ano e garantir recursos para 2017
Evitar compras por impulso: nesse momento, os consumidores devem se questionar mais do que o normal antes quanto à necessidade do produto/serviço que quer adquirir. Além disso, analisar se poderá comprar à vista, ou então, caso tenha que parcelar, se terá o valor referente na data de vencimento.
Planejar: liste todos os ganhos do período, as despesas fixas e variáveis e avalie a situação financeira. Tente diminuir ou até eliminar os gastos supérfluos. Evite entrar no limite do cheque especial e pagar a parcela mínima do cartão de crédito. Reserve parte do décimo terceiro para as despesas do início do ano como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar.
Sonhar mais: o ciclo de endividamento começa quando se compra aquilo que não precisa, com o dinheiro que não se tem. E isso acontece por falta de objetivos bem definidos. Reunir-se com a família e definir os desejos de curto (um ano), médio (até dez anos) e longo (mais de 10 anos) prazos auxilia no processo de disciplina para não gastar por impulso em prol da realização de algo mais significativo.
Para economizar e poupar sempre
Pesquisar preço e comprar à vista: tudo o que se compra em prestações paga-se mais caro. Já quem pesquisa o melhor preço paga menos e aumenta a chance de comprar à vista.
Pedir desconto: não é vergonha nenhuma, muito pelo contrário, é uma prática comum e que pode render boa economia. Se um produto custa mil reais e pode ser parcelado em 10 vezes de 100 reais, certamente à vista custará de 10% a 20% menos.
Reter 10% dos rendimentos: para começar a construir a independência financeira, deve-se guardar 10% do que ganha (ou mais, se puder). Com o tempo, pode-se partir para um plano de previdência privada para complementar o INSS.
Para ficar livre das dívidas
Qualquer que seja a dívida, o consumidor deve investigar o que está o levando a gastar mais do que ganha, somando dívidas que não consegue pagar e que estejam utilizando recursos que deveriam ser destinados para a realização de sonhos. Fazer acordos para pagamentos de dívidas sem antes saber qual é a real capacidade de pagamento e ajustar o orçamento ao verdadeiro padrão de vida é um grande risco, além de ser uma medida paliativa, que apenas adia a solução da causa do problema. Abaixo, algumas medidas para ajudar a quitar dívidas e reequilibrar as finanças.
Cheque especial: cheque especial é uma das mais altas taxas de juros praticadas no mundo. Procure trocar seu uso por uma linha de crédito que não ultrapasse 2,5% de juros mensais. Caso esteja pagando 100 reais ou mais de juros ao mês, proponha um parcelamento do mesmo valor ao gerente de sua conta, com prazo alongado. Caso ele não aceite, o melhor a fazer é poupar para uma futura negociação.
Cartão de crédito: busque negociação com operadora do cartão ou banco. Proponha um parcelamento com juros que não ultrapassem 2,5% ao mês, e que estas prestações caibam no orçamento financeiro mensal. Caso a operadora ou banco não aceitem, não faça acordos que não conseguirá cumprir. Outra estratégia é buscar crédito com taxas mais baixas como, por exemplo, o crédito consignado. Mas é preciso cuidado e planejamento.

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