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19/09/2016

Dia das Crianças educativo para pais e filhos

Idec orienta como fazer escolhas que garantam a segurança e estimulem o consumo consciente da garotada o ano inteiro
Com a proximidade do Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, o movimento nas lojas infantis aumenta, diante da preocupação dos pais em não deixar a data passar em branco.
Mas, para além dos típicos presentes, a data também é uma oportunidade para refletir sobre a participação dos adultos na educação para o consumo de filhos, sobrinhos e outras crianças próximas.
Para ajudar nessa tarefa, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) elencou algumas dicas para incentivar o consumo consciente e também orientações para evitar acidentes entre os pequenos, muitas vezes ocasionadas por seus objetos preferidos, os brinquedos. Confira a seguir.
- Bebês e crianças pequenas (até 3 anos): os pais estão no comando das escolhas
Brinquedos: observe a faixa etária indicada e, se tiver filhos de idades diferentes, monitore a brincadeira. Mesmo se o brinquedo tiver certificação, com o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), evite os que possuem peças pequenas. Cuidado com produtos importados, pois nem todos os países têm regras rigorosas de segurança.
Roupas: escolha as peças totalmente sem cordões ou, se tiverem, que sejam bem curtos. Isso evita casos de sufocamento ou enforcamento. Nos Estados Unidos, é comum recalls serem convocados por causa de roupas assim.
Mamadeiras e chupetas: só compre se tiver o selo do Inmetro. Não adquira em comércio informal, pois os produtos podem ter selos falsos e não ter a segurança necessária.
- Crianças (de 4 a 12 anos): com mais autonomia, os pequenos já são capazes de decidir
Televisão: Os canais infantis da TV por assinatura são um meio privilegiado pelas agências de publicidade para dirigir apelos para o consumo às crianças. Fique de olho e evite deixá-las muito tempo em frente à TV.
Marketing do entretenimento: os ambientes que a criança frequenta, como cinemas e shows, também são repletos de marketing de produtos infantis. Não é preciso proibir que o pequeno frequente esses lugares, mas nunca é demais ensinar que o mais importante é aproveitar e fruir do próprio espetáculo.
Direitos do consumidor: nessa idade já é possível começar a ensinar os direitos básicos do consumidor. Despertar a atenção para instruções dos brinquedos, propiciar o debate sobre a publicidade, falar sobre segurança de produtos e ensinar na prática o direito de escolher são atividades que podem ser realizadas no cotidiano.
No supermercado: mesmo que não seja fácil, é importante educar os pequenos a não serem fisgados pela exposição de produtos de apelo infantil e de alimentos ultraprocessados.
Educação financeira: mostre o valor real das coisas. Se a criança recebe mesada, ela pode programar a economia para conseguir custear parte de seus desejos e mesmo a planejar como pode “juntar” as oportunidades de presentes para conseguir algo mais custoso numa só oportunidade.
Trocas entre amigos: brinquedos que já ficaram pra trás ou roupas calçados em bom estado que não servem mais podem ser objeto de troca. Promover bazares de trocas entre mães e com os filhos são bons exercícios de reaproveitamento e reutilização, bem como de desapego material.
- Quase adolescentes (acima de 12 anos): os impulsos se aguçam para o consumo
Educação financeira: os cuidados com a mesada e com o dinheiro passam a ser imprescindíveis, porque o quase adolescente vão querer consumir aquilo que seus amigos também têm. Isso faz parte das influências externas e busca pela identidade com o grupo.
Compras virtuais: peça para ver todas as informações sobre o que vai ser comprado na internet. Não deixe de conversar sobre os cuidados com senhas e número de cartões que eles podem, desavisadamente, repassar a terceiros.
Telemarketing: explique que a criança não é obrigada a responder nada e, principalmente, dizer se tem alguém em casa nem confirmar nenhuma informação financeira. Esse cuidado ajuda a evitar desde uma simples contratação acidental até um golpe mais sério.

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